Procurar emprego não é fácil. Ficamos a mercê de uma tela de computador, secando o aparelho celular por um retorno e torcendo pela ajuda de pessoas que podem nos indicar para possíveis vagas. O dia passa, a semana passa e tentamos encontrar soluções para que a ociosidade não nos desanime. Muitos fazem trabalhos voluntários, outros se inscrevem em cursos a fim de enriquecer ainda mais o currículo, e ainda, muitos preferem ir a eventos com a esperança de pegar uns cartões, fazer um bom networking e conhecer alguém influente na área.
Em um momento seguinte em que todo o nosso planejamento passa a ser efetuado com sucesso e começam a surgir entrevistas de emprego que realmente valham à pena (ou seja, não estou falando de telemarketing), entramos em um estado de ansiedade e compromisso, pois talvez essa seja uma grande chance de embarcar em um negócio promissor e obter o sucesso e a independência financeira que sempre sonhamos.
Adentramos no ambiente de entrevistas, damos de cara com o entrevistador e fazemos de tudo para esbanjarmos nossas melhores qualidades e competências. Demonstramos esclarecimentos concisos e nos esforçamos para nos sobressair em todos os tipos de testes que poderão surgir. É uma “batalha” em que sentimos o compromisso de vencer. É a conquista de um sonho e de um ideal maior.
Porém, o que está em jogo aqui é a maneira que as empresas e empresários tratam-nos após a realização desses processos seletivos. Em um primeiro momento a promessa é sempre a mesma: "Caso você não seja selecionado nesse processo de seleção, também entraremos em contato para avisá-lo". E a verdade que todos já conhecem é: A maior parte das empresas nunca liga. E vocês sabem que aquela frase clássica “vamos manter seu currículo no banco de dados”, até pode ser verdade, mas outros 5 milhões de currículos serão visualizados anteriormente ao seu no caso de outro processo de seleção a ser realizado na mesma empresa.
Pense como seria bom se ligassem para você avisando que não foi aprovado no processo de seleção. Em seguida dessem um feedback sucinto e enumerassem algumas características que você deveria desenvolver em seu perfil para tornar-se um profissional mais preparado. Seria totalmente proveitoso para você e ainda, tenho certeza que aumentaria nosso respeito pela empresa. Eles esquecem que nós também somos consumidores, e se nos conquistarem de tal forma, não só poderíamos evoluir profissionalmente, como também despertar interesse pelos produtos e serviços oferecidos pela instituição. Ou seja, caso se eu fizesse, por exemplo, uma entrevista na Kibon e fosse muito mal tratado, com certeza iria comprar apenas produtos da marca concorrente, e ainda utilizaria a minha divulgação “boca-a-boca” entre amigos e conhecidos para denegrir mais a imagem da empresa.
Enfim, a maior parte das empresas se autointitulam humanitárias, porém ainda esquecem-se de tratar pessoas que dispõe seu tempo, atenção e até sentimentos em busca de um emprego, com o devido respeito.
Creio que é um assunto a se pensar para hoje e para o futuro!
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