Por trás das entrevistas de emprego (como você nunca viu antes)!

Remuneração, carga horária, benefícios, férias e funções a serem realizadas são assuntos que permeiam em um ambiente normal de trabalho, podendo ser cabível para todo tipo de empresa independentemente do seu grau de formalidade, afinal todas as pessoas pensam nessas coisas quando são admitidas por uma entidade. Algumas ainda avaliam o espaço físico em todos os fatores desde tamanho até limpeza do teto ao chão, e das verticais às horizontais. Outros observam os funcionários que compõem a equipe, talvez discutindo em suas mentes: "com aquele eu fui com a cara, mas aquele outro não". E por fim, há sempre os que sabem do gênio forte que possuem e já analisam o futuro ao lado de seus chefes. E se esta pessoa não sentir nenhuma afinidade com seu superior, provavelmente (se a vaga for muito cobiçada) sorrirá e concordará com qualquer decisão tomada pelo seu "Mestre” (até a hora que não agüentar mais esbanjar falsos sorrisos e chegar ao ato de pedir demissão ou implorar para ser demitido). Porém, meus caros leitores, não podemos viver esta segunda fase de experiências, sem passar pela primeira: A ENTREVISTA DE EMPREGO!


Antes de esse dia chegar, homens e mulheres vestem trajes formais e sapatos brilhantes, lêem a respeito da história da empresa e já controlam o nervosismo e a ansiedade para encarar os entrevistadores que irão disparar aquelas terríveis perguntas que geralmente nos deixam gagos e fazem com que nossas glândulas sudoríferas se tornem mais úteis e ativas, como por exemplo, “por que eu devo te contratar?”, “porque devo escolher você e não o outro?” e “o que você tem a oferecer à empresa?”. E claro, não só estas perguntas deliciosas de serem respondidas estão dentro do script de uma entrevista, variando-se de empresa para empresa, como será visto e avaliado a seguir, com uma nomenclatura de minha autoria:

1) Empresas visionárias: Ouvem apenas o necessário sobre os entrevistados, como por exemplo, o que fazem de cursos, com quem moram, hobbies, sonhos, etc. Os métodos que mais investem são as dinâmicas em grupo, murais com figuras para encaixar com seus objetivos profissionais, comparações com algum animal que se assemelha à sua personalidade, etc. Geralmente estas empresas utilizam-se de processos seletivos com duas ou até três fases no máximo para ir “peneirando” os candidatos que estão mais preparados para uma entrevista individual com o gestor do setor.


Avaliação: É um método muito bom, pois explora a criatividade, dedução, liderança e os dons empreendedores de cada candidato. Porém, algo negativo, é que nem todas as pessoas possuem o dinamismo exigido, mas por outro lado são muito competentes para desempenhar a função em que estão se candidatando. Muitos não são líderes, nem empreendedores e não têm uma criatividade tão expansiva para expor naquele momento, mas em um ambiente de trabalho arrancam muitos elogios das pessoas que os cercam pelas diversas qualidades que possuem (algo que acaba não sendo levado em conta).


2) Empresas analíticas: Aquelas que só escutam, o que você tem a descrever sobre sua vida, como por exemplo, citar seus pontos fortes e fracos, como vê sua vida daqui 5 anos, por que se interessou pela empresa e que experiências o reservam. Este tipo de entrevista geralmente ocorre em um dia, com o candidato frente a frente com o entrevistador.

Avaliação: Creio que este tipo de sistema tende a ser um pouco supérfluo, já que a maior parte das pessoas sente-se pressionada com tais perguntas e não conseguem mostrar quem realmente são. Falar de defeitos e virtudes não prova nada das principais características e dons que uma pessoa pode ter e de repente, nem ela mesma sabe que os possui. Seria melhor proporem um tema para a pessoa apresentar, ou testá-la uma semana no ambiente de trabalho para conhecê-la melhor.


3) Empresas visionárias e analíticas: São aquelas que dispõem de muito tempo para selecionar o candidato que ocupará a vaga em referência, com processos longos que começam com provas on-line em sua residência, seguido por testes na própria empresa, entrevistas em grupo (analíticas), dinâmicas em grupo (visionárias), e por fim, uma entrevista individual com o gestor da vaga.

Avaliação: Também é um método positivo, mas com algumas particularidades. Por exemplo: estou me candidatando para uma vaga de atendimento ao público, mas nem todo mundo (principalmente quem faz cursos ligados a humanas) é bom naqueles testes de lógica e matemática que temos que fazer on-line e por não alcançar os pontos necessários para ser classificado, acabamos sendo barrados sem poder mostrar o potencial que possuímos. E outra coisa a se citar, é que somos aprovados em quase todas as fases e na última se não formos bem, na maioria dos casos, somos desclassificados e todo o esforço que tivemos anteriormente são simplesmente esquecidos e desperdiçados.

Para isso, inúmeros sites e revistas publicam receitas de como ser bem quisto pela empresa e como fazer uma boa apresentação, além de outras regrinhas de como se portar, falar, olhar e agir durante um processo de seleção. Confira algumas dicas no site abaixo, sendo que o principal atributo não citado é nunca deixar de ser você mesmo, pois ao tentar ser quem não somos, podemos esconder características únicas que talvez você e as pessoas ao seu redor não dêem tanta importância, mas que são muito bem vistas na empresa em que pretende trabalhar!

Site recomendado:
http://www.estudantes.ciee.org.br/portal/apoio/dicasdeselecao/edi01/digital_padrao.asp


Por fim, o que fica como angústia a todos os jovens que buscam por uma chance de emprego, é o descaso que algumas empresas têm com nós estudantes, ao dizerem: “Nós ligaremos pra você mesmo se a resposta for negativa...”, e na maioria dos casos nunca ligam. Isto é um total desrespeito por parte de empresas que se nomeiam como éticas e humanitárias, compromissadas com o bem estar social. A solução é só uma: vergonha na cara, e não esquecerem que também somos consumidores e que nosso boca a boca para denegrir a imagem de uma entidade é bem mais forte do que um investimento de milhões de reais em propagandas publicitárias!



Abraços, e até a próxima semana com o tema: “Polícia, e as faces da criminalidade”!

2 comentários:

  1. Muito bom o seu posto sobre entrevistas de empregos, e interessante sua visão quanto a isso.
    Vemos muitos jovens buscando uma chance de emprego, embora pareça um pouco difícil em um primeiro momento. Principalmente quando acabam de sair de uma faculdade, sem experiência sobre o mercado de trabalho. Começam a buscar dicas de como se sair bem em uma entrevista e nem sempre essas dicas podem te ajudar de uma forma direta.O que vale mesmo são seus valores, o seu trabalho em equipe, aceitando críticas e sabendo como melhorar a cada dia... buscando oportunidades que valorizem cada vez mais seu trabalho!

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  2. Realmente esta é uma fase bem difícil onde temos que nos apoiar nas experiências alheias e buscar sempre inovar chegando na frente dos demais. Só assim para obter seu espaço na sociedade!!!
    Muito bom o post!!!

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